Neritina natalensis – Neritina Zebra

quarta-feira, agosto 19, 2009
By Minoru Nagayama

Os caramujos muitas vezes são considerados pragas, mas este não é o caso das Neritinas zebra que, além de apresentarem belas conchas, não se reproduzem em aquários.

Neritina natalensis

Neritina natalensis

Nome popular: Neritina zebra

Nome científico: Neritina natalensis

Família: Neritidae

Origem: Continente Africano / Quênia, Moçambique, Somália, África do Sul e Tanzânia

Sociabilidade: Grupo

pH: 7.0 a 8.0

Temperatura: 24 a 28ºC

Dureza da água: Dura

Tamanho adulto: 2 cm

Alimentação: herbívoro – plantas em decomposição e algas

Dimorfismo sexual: Dióico – existe o macho e a fêmea, o macho possui um complexo peniano como nas ampulárias.

Comportamento: Pacífico

Reprodução: A reprodução da Neritina natalensis ainda não foi profundamente estudada, existem duas hipóteses referentes a ela: A primeira é de que quando a fêmea deposita o ovo (que é mais rígido que o dos gastrópodes mais comuns em aquários), após o período de 20 – 30 dias eclode uma larva que posteriormente se transforma no caramujo adulto. A segunda é de que após a eclosão, já nasce um “mini-caramujo” totalmente formado. Em ambos os casos, seria necessária a água salobra para o desenvolvimento e por isso a reprodução em aquários não vai até o fim. Mas, ainda são necessários estudos para comprovar como a reprodução realmente ocorre.

Neritina natalensis

Neritina natalensis

As cápsulas dos ovos são depositadas em qualquer substrato disponível tal como madeira, conchas de moluscos, rochas e folhas caídas. Elas são brancas assim que depositadas e vão se tornando amareladas conforme o desenvolvimento ocorre, podem ser circulares ou ovais e medem cerca de 1mm de diâmetro. A superfície que estiver em contato com o substrato é plana, enquanto a superfície livre é convexa, as cápsulas sempre possuem grânulos de areia em sua composição. As fêmeas depositam várias cápsulas por vez.

Tamanho mínimo do aquário: 20 litros

Outras Informações: É originária de mangues / estuários, mas se adapta bem à água doce quando adulta devido às cheias que ocorrem em seu habitat natural, por se alimentar de material vegetal em decomposição acaba fazendo parte importante na reciclagem de nutrientes. Quando em aquários, utilizam troncos, rochas, plantas de folhas mais resistentes e até mesmo o vidro para depositar seus ovos, muitos brincam que o aquário “está com ictio” quando essas desovas ocorrem.

Neritina natalensis

Possuem o corpo listrado acompanhando o padrão da concha, normalmente em aquários, com peixes que as importunem, elas mantém os tentáculos protegidos sob a concha, mas quando em aquário específico para elas (mantenho um grupo de cerca de 30 espécimes em um cubo próprio, sem peixes), deixam seus longos tentáculos expostos. Estes tentáculos podem passar o tamanho do corpo delas em comprimento e só ficam a mostra quando se sentem seguras.

Publicação autorizada por Cinthia Emerich – Sekai Scaping

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